O que é isto?


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Apesar da liberdade com que o Ocidente encara hoje a sexualidade, nem sempre foi assim. A tradição judaico-cristã espalhou uma mensagem de mortificação sexual como forma de se chegar a Deus. Na Índia, porém, esse aspecto humano sempre foi visto de maneira diferente. Para os indianos, a espiritualidade está envolvida em todas as nossas ações, e a tudo pode ser atribuído um caráter sagrado. Dessa forma, o sexo não é considerado como algo profano, mas sim uma oportunidade de se atingir o Divino. No Sanatana-Dharma, popularmente conhecido por hinduísmo, o sexo é sacramental - essencial à vida e digno de estudo. O resultado é que na sociedade indiana não há tantos desvios - taras - sexuais. A repressão que as igrejas cristãs impuseram ao Ocidente acabou contribuindo para distorcer a beleza do sexo, o que atribuiu a essa energia (shakti) uma idéia deturpada, gerando o ideal pornográfico que alimenta uma rentável indústria do sexo. Não que na Índia a prostituição inexista. Ao contrário. Sempre houve. Mas quando não há culpa atribuída a esse impulso tão natural, então não há distorção de valores. Alguns estudiosos ficaram famosos por terem literalmente mergulhado na vida sexual dos povos que estudavam para entendê-los melhor. Entre os adeptos desse método, quem mais se destacou foi o explorador, espião, linguista, escritor, capitão e cavaleiro da rainha da Inglaterra, Richard Francis Burton. Estudioso da cultura do subontinente, a experiência de Burton na Índia, incluiu viver com uma bubu - uma criada hindu que compartilhava seu leito - e, em suas missões secretas, espionava bordéis, despertado por um incrível interesse pela cultura erótica do subcontinente. Sua carreira diplomática, permitiu-lhe dedicar-se a escrever o que viu e a traduzir obras eróticas que conheceu, divulgando um mundo completamente novo e impensado ao Ocidente. Na Inglaterra vitoriana, havia um enorme público leitor interessado no exotismo dos povos que pertenciam, naquele momento ao Império. Daí o sucesso de seus livros, como As Mil e Uma Noites, e o Sutra, por exemplo. Uma pessoa que conhece os verdadeiros princípios da arte de amar, que preserva seu dharma, artha e kama e que tem consideração pelo outro, certamente terá domínio sobre si mesmo. Sem se tornar um(a) escravo(a) das paixões, essa pessoa terá sucesso em tudo aquilo que vier a empreender. E a prática tântrica cumpre o propósito supremo de orientar e conduzir a busca e o encontro com Deus.


Segunda-feira , 29 de Novembro de 2010 Publicada por A Dama de Açafrão


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